segunda-feira, 10 de outubro de 2011

câncer no Brasil.

O câncer é responsável por cerca de 13% de todas as causas de óbito no mundo: mais
de 7 milhões de pessoas morrem anualmente da doença (International Union Against Cancer
- UICC).
Em 2004, o Brasil registrou 141 mil óbitos por câncer. As principais causas de morte
por câncer no sexo masculino foram de pulmão, próstata e estômago, enquanto no sexo feminino foram de mama, pulmão e intestino.
A explicação desse percentual tão alto de óbitos por câncer está diretamente relacionada à maior exposição dos indivíduos a fatores de risco cancerígenos. Os atuais padrões de
vida adotados em relação ao trabalho, nutrição e consumo em geral expõem os indivíduos a
fatores ambientais mais agressivos, relacionados a agentes químicos, físicos e biológicos resultantes de um processo de industrialização cada vez mais evoluído.
Esta distribuição do processo de industrialização varia de intensidade em função das
desigualdades sociais. Esses modelos de vida têm reflexos importantes no perfil epidemioló-
gico das populações.
A redução das taxas de mortalidade e de natalidade indica o prolongamento da expectativa de vida e o envelhecimento populacional, levando ao aumento da incidência de doenças crônico-degenerativas, especialmente as cardiovasculares e o câncer. Com o recente
envelhecimento da população, que projeta o crescimento exponencial de idosos, é possí-
vel identificar um aumento expressivo na prevalência do câncer, o que demanda, dos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), imenso esforço para a oferta de atenção adequada aos
doentes.
O câncer constitui, assim, problema de saúde pública para o mundo desenvolvido e
também para nações em desenvolvimento. No Brasil, a distribuição dos diferentes tipos de
câncer sugere uma transição epidemiológica em andamento.
No Brasil, a estimativa, para o ano de 2008, das taxas brutas de incidência por 1 milhão
e de número de casos novos por câncer em homens e mulheres, segundo a região e a análise por macrorregião, mostra que a Região Sudeste ocupa a primeira posição, responsável por
242.060 novos casos. A Região Sul encontra-se na segunda posição, com 99.580 novos casos; a Região Nordeste tem a terceira colocação, com 78.960 casos novos; a Região CentroOeste apresenta o quarto lugar, com 28.510 novos casos; e a Região Norte ocupa o quinto
lugar, apresentando 17.620 casos novos.

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